Saltar para o conteúdo
Blog

Pacientes inativos: quanto custam à sua clínica dentária e como os reativar

28 de outubro de 2026Guillem López
A mascote da Keishal no topo de uma escada que sobe até um degrau laranja: o valor dos pacientes inativos está no plano que vem depois da revisão
Resumo

Um paciente inativo tem ficha na sua clínica dentária e não vem há mais de 12 meses. Conte-os e multiplique pelo valor médio de um tratamento: 900 × 136 € = 122.400 € é o teto, não uma previsão. Em Portugal a revisão é barata (64,4% pagaram 50 € ou menos), por isso o valor está no que ela encontra. Reativá-los pede uma lista limpa, uma mensagem neutra e alguém que responda e marque.

Um paciente inativo é alguém que tem ficha na sua clínica dentária, não vem há mais de 12 meses e não tem nenhuma consulta marcada. Para saber quanto lhe custam, conte-os no software de gestão e multiplique pelo valor médio de um tratamento. Com 900 pacientes inativos e 136 € de média, o teto são 900 × 136 € = 122.400 €.

Esse número não é uma previsão, e este artigo explica porquê. Também mostra como reativar pacientes inativos sem pôr a receção a telefonar durante semanas, com dados de Portugal de 2025 e 2026.

O que conta como paciente inativo

A definição mais útil é simples: ficha com historial, última consulta há mais de 12 meses e nenhuma marcação futura. Doze meses porque o mínimo habitual é uma revisão por ano, e quem passou desse prazo já falhou pelo menos uma.

Ficam de fora quem pediu para não ser contactado, quem faleceu ou mudou de país, e quem a clínica marcou como «não contactar». O que sobra é a lista com que vai trabalhar.

Dentro dessa lista há três grupos que convém separar desde o início, porque pedem mensagens diferentes:

  • Tratamento por terminar. Um orçamento aceite, uma restauração pendente, uma segunda fase que ficou por marcar.
  • Higiene e revisão. Pacientes que vinham uma ou duas vezes por ano e deixaram de vir.
  • Fim de ciclo. Uma ortodontia terminada, por exemplo, sem nenhuma consulta de controlo desde então.

Quantos pacientes inativos tem uma clínica dentária em Portugal

A sua base de dados é a única resposta exata. Os dados nacionais dão, ainda assim, uma ordem de grandeza.

O Barómetro da Saúde Oral 2025 da Ordem dos Médicos Dentistas inquiriu 1.200 pessoas e foi publicado em novembro de 2025. Nele, 68,1% dos inquiridos foram ao dentista nos últimos 12 meses. Ou seja, cerca de um em cada três não foi. 26,0% só vão em caso de urgência e 26,2% nunca marcam uma consulta de revisão.

Há outro dado do mesmo estudo que pesa mais na reativação. 71,6% nunca mudaram de médico dentista, ou só mudariam por necessidade, e 84,4% são vistos sempre pelo mesmo. O paciente que deixou de vir, na maior parte dos casos, não foi para outra clínica: continua na sua base de dados.

Faça a conta com a sua clínica. Se tem 3.000 fichas e 900 estão sem consulta há mais de 12 meses, 900 / 3.000 = 30% da base está parada. É um valor próximo do terço nacional, mas o seu pode ser maior ou menor, porque o Barómetro mede a população e não a sua agenda.

Porque é que deixam de vir? Entre quem raramente ou nunca vai ao dentista, 53,8% respondem «não necessito» e 22,2% «não tenho dinheiro» (113 respostas). A maioria não está zangada com a clínica. Simplesmente ninguém lhe lembrou que a revisão já passou.

Quanto custam os pacientes inativos à sua clínica

A conta base é a do início: pacientes inativos × valor médio de um tratamento. No Barómetro, o último tratamento custou em média 136 €. Com 900 pacientes, 900 × 136 € = 122.400 €. Se preferir fazê-la com os seus números, a calculadora de reativação de pacientes faz a mesma conta.

Esse valor é um teto, não uma previsão. Nem todos voltariam, mesmo que os contactasse: alguns mudaram de cidade, outros já não precisam, outros não querem. Serve para dimensionar o problema, não para orçamentar a receita.

Em Portugal há dois ajustes que mudam a leitura desse teto.

A revisão é barata, o que vem depois não

A média de 136 € esconde uma distribuição muito desigual. No mesmo Barómetro, 64,4% pagaram 50 € ou menos no último tratamento, e limpezas e revisões foram 60,1% dos últimos tratamentos. Se contar só a consulta de revisão, 900 × 50 € = 45.000 €, e mesmo isso é um máximo.

O valor de um paciente inativo está no que a revisão encontra: uma restauração, uma prótese, uma ortodontia, um orçamento que ficou por aceitar. Por isso o grupo dos tratamentos por terminar costuma valer mais do que os outros dois juntos. Comece por ele.

Os pacientes da ADSE e dos seguros pagam por ato, a preço de tabela

Se uma parte da sua base vem pela ADSE ou pela rede de uma seguradora, não a conte a preço privado. Na tabela da ADSE em vigor desde 1 de outubro de 2026, uma consulta paga 15,75 € pela ADSE e 5,25 € pelo paciente: 21 € no total, com um máximo de quatro por ano.

Imagine que 150 dos seus 900 inativos são beneficiários da ADSE. A revisão deles vale 150 × 21 € = 3.150 €, e não 150 × 50 € = 7.500 €. Continua a ser receita por ato, só que mais pequena.

O mesmo cuidado vale para o cheque-dentista. O SNS paga à clínica 45 € por cheque utilizado (Portaria 430/2023), e um cheque cobre o episódio inteiro. Lembrar estas famílias antes de o cheque caducar faz sentido, mas não as conte como a receita grande da lista.

Como reativar pacientes inativos: o método em seis passos

A mecânica é a mesma em qualquer clínica. Nenhum dos passos é difícil. O problema, como se verá a seguir, é fazê-los todos, todas as semanas.

  1. Extrair a lista. Do software de gestão: última consulta há mais de 12 meses, sem marcação futura, com telemóvel registado.
  2. Limpar. Retirar quem pediu para não ser contactado, quem faleceu, quem mudou de país e os números que já se sabe que estão errados.
  3. Segmentar. Pelos três grupos de cima. A quem tem um tratamento por terminar não se escreve o mesmo que a quem só falhou a higiene oral.
  4. Escrever uma mensagem neutra. Que lembre que a revisão já passou, identifique a clínica e dê uma forma simples de deixar de receber mensagens.
  5. Responder e marcar. Cada resposta abre uma conversa: o horário, o preço, o seguro. Quem quer consulta tem de sair dela com a consulta marcada.
  6. Registar no software. A marcação, o «não tenho interesse», o número que afinal era de outra pessoa. Sem isto, daqui a seis meses a lista volta a ter os mesmos nomes.

Um exemplo de mensagem para o grupo de higiene e revisão:

Olá, Ana. Escrevemos da Clínica Dentária [nome da clínica]. Segundo a sua ficha, a sua última revisão foi em março de 2025. Se quiser marcar a próxima, responda a esta mensagem e indicamos-lhe as datas disponíveis. Se preferir não receber mensagens nossas, responda SAIR.

Repare no que a mensagem não faz. Não oferece nada, não fala de preços, não cria pressa e não sugere nenhum tratamento sem avaliação prévia. Lembra, identifica a clínica e deixa o paciente sair.

O que cada mensagem tem de incluir em Portugal, e como se trata o consentimento, define-se com aconselhamento especializado. Falamos de proteção de dados e de comunicação em saúde. Uma clínica que escreve assim transmite seriedade, e o paciente também decide voltar por isso.

Porque é que à mão a reativação não cabe na receção

Faça a conta de tempo com a mesma clínica. 900 pacientes contactados ao longo de seis meses são 900 / 6 = 150 contactos por mês. A 5 minutos cada um, entre abrir a ficha, escrever ou telefonar e anotar, são 750 minutos: 12,5 horas por mês.

Por dia útil, 150 / 21 ≈ 7 contactos. Parece pouco até se ver quando teriam de ser feitos. A receção de uma clínica dentária já atende a porta, os pagamentos, a faturação e o telefone.

E o telefone tem prioridade. No Barómetro, 65,3% dos pacientes marcam consulta por telefone, e só 23,5% deixam a próxima marcada no fim da consulta. Cada chamada que entra interrompe a lista que se estava a trabalhar.

O passo que se parte é quase sempre o quinto. Enviar 150 mensagens numa tarde até se consegue. Responder às conversas que essas mensagens abrem, nos dias seguintes e com pessoas ao balcão, já não.

O sexto passo, registar tudo, é o primeiro a desaparecer numa semana cheia. A equipa não tem culpa: é trabalho de saída, que só existe se alguém o começa, numa função que vive do que entra pela porta e pelo telefone.

Porquê o WhatsApp para reativar, e o que não esperar dele

Para lembrar uma revisão, o canal que mais pessoas leem é o WhatsApp. No Digital News Report 2026 do Reuters Institute, 79% dos adultos online em Portugal usaram o WhatsApp na última semana, mais do que qualquer outra rede.

Isso é alcance, não hábito de marcação: a maioria dos portugueses continua a marcar por telefone. A vantagem do WhatsApp na reativação é outra. A mensagem fica lá, o paciente responde quando pode e a conversa não depende de a receção estar livre no momento em que ele liga.

Para quem não usa WhatsApp, o SMS continua a ser a alternativa. O que importa é que a mensagem chegue a um telemóvel que o paciente lê, e que alguém responda do outro lado.

O que faz a Keishal na reativação de pacientes inativos

A Keishal é um sistema autónomo que reativa pacientes inativos por WhatsApp, em português europeu, sem que a sua equipa tenha de configurar ou operar nada. Faz os seis passos de cima.

Lê as fichas para saber quem está inativo e com que historial. Antes de escrever a alguém, exclui quem pediu para não ser contactado, quem faleceu, quem mudou de país e quem a clínica marcou como «não contactar». Depois escreve a cada paciente a partir do seu historial, mantém a conversa e responde às dúvidas habituais.

Quando o paciente quer consulta, a conversa continua no WhatsApp e ele escolhe a hora numa ligação de calendário. A marcação fica na agenda da clínica. O que precisa de uma pessoa passa para uma pessoa, e os pacientes sabem que estão a falar com um assistente de IA. Na página de reativação de pacientes vê o processo por dentro.

A ligação ao software de gestão faz-se através de uma camada de conectores modular: a Keishal lê os dados para ter contexto e escreve de volta marcações e estados, sem migrações nem bases duplicadas. Antes de decidir, pergunte-nos pelo seu programa. A página de integrações explica como funciona a ligação.

Se contou os seus pacientes inativos e o número o surpreendeu, marque uma demonstração e vemos a sua lista consigo. Se a conta sair pequena, também lho diremos.

Fontes: Ordem dos Médicos Dentistas, Barómetro da Saúde Oral 2025 (novembro de 2025, 1.200 inquiridos); Reuters Institute, Digital News Report 2026, Portugal (junho de 2026); ADSE, Tabela de Preços do Regime Convencionado em vigor a 1 de outubro de 2026; Portaria n.º 430/2023.

Perguntas frequentes

Partilhar artigo
Sobre o autor
Guillem López
Guillem López

From engineering to working at an embassy, every step taught me something different. What stayed constant was my interest in building products that solve problems. At Keishal, I focus on bringing AI into dental clinics in a way that feels practical, reliable, and almost invisible.

Tudo pronto para experimentar a Keishal na sua clínica dentária?

Experimente grátisFale connosco
Artigos relacionados
A mascote da Keishal, pequena, ao lado de uma ampulheta com a areia laranja ainda em cima: marcar a consulta de revisão antes de o prazo acabar
6 de novembro de 2026

Recall de pacientes na clínica dentária: como manter a consulta de revisão em dia

O recall de pacientes é manter em dia a consulta de revisão de quem ainda é paciente ativo, antes de ficar inativo. Em Portugal, só 23,5% marcam a próxima consulta no fim da anterior (OMD, 2025), por isso cerca de três em quatro saem sem ela. Numa clínica com 300 revisões por mês, são ≈230 pacientes, ≈19 horas de chamadas. O valor não está na taxa da revisão, mas no que ela encontra.

A mascote da Keishal, de óculos, sentada numa barra de um gráfico de cinco barras com a última laranja: os indicadores de gestão a medir todos os meses
6 de novembro de 2026

Indicadores de gestão da clínica dentária: o que medir todos os meses

Os indicadores de gestão de uma clínica dentária a medir todos os meses são cinco: pacientes sem consulta há 12+ meses, taxa de retorno, ocupação da agenda, faltas e ticket médio por tipo de pagador. Calculam-se com uma exportação ou à mão. Em Portugal a média única engana: se 30 pacientes privados dão lugar a 30 de seguradoras, o ticket desce de ≈129 € para ≈122 € sem mudar um preço.